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Não desista!

Em janeiro de 1991, eu e Minoru KAMATA, fiel amigo (na época, diretor do Hospital Central Suwa) viajamos para Chernobyl. Guiados por estranhos laços e várias informações, entramos na região contaminada de Bielorrússia, bem na direção do vento que sopra da Usina Nuclear de Chernobyl. A pequena vila Chechersk, que fica a 60Km de Gomel, 2ª metrópole de Bielorrússia, e a 170Km ao norte de Chernobyl, mesmo depois de passados 4 anos do acidente nuclear, estava em meio a um caos devido à intensa contaminação.

Disseram-nos que era a primeira vez que organizações de assistência estrangeiras junto com médicos vinham para esse lugar isolado.

O que nós vimos lá quando chegamos era o mapa de contaminação colado em toda a parede da repartição pública da vila. Era um mapa bem elaborado, em que a cidade tinha sido medida em intervalos de 1 metro e dividida em cores por grau de contaminação. Dizem que o restante foram os centros de saúde e hospitais, junto com os cidadãos, que mediram. No entanto, mesmo com base nesse mapa, para eles, era totalmente incompreensível como viver naquele lugar. As técnicas de descontaminação também não eram claras, e os equipamentos para a descontaminação também eram impossíveis de serem obtidos. É que não se tinha nem tratamento nem remédios, equipamentos, muito menos técnicas para o câncer de pulmão, o câncer de tireoide e as doenças sanguíneas que poderiam aparecer depois de uma certa idade. É por ver as pessoas que ficavam sem saber o que fazer, de vê-las tentando lutar desesperadamente contra a radioatividade, que nós limitamos nosso alvo de assistência para Chechersk. E por cerca de 20 anos, entramos na luta com eles. Foi uma batalha heroica com a invisível radioatividade.

Hoje, em cada área escolar primária de Chechersk opera um sistema de inspeção alimentar. Há, de prontidão, “medidores de radiação interna do corpo (whole body counter)” que medem a quantidade de radiação sofrida pelo corpo, principalmente para crianças. Vinte anos se passaram depois da nossa visita. Parece que finalmente a luta das pessoas contra a radioatividade tomou forma. Vejo o caos de Chechersk agora em Fukushima. Tinha voltado no tempo, 20 anos atrás. Por isso, hoje, consigo ver Fukushima dos próximos 20 anos futuros. Fukushima não pode desistir de jeito nenhum. Porque os 20 anos, meus e os de Chechersk, implicam que lutamos meio a meio com a radioatividade.


Takushi TAKAHASHI,
Sumo sacerdote do Templo Budista Jingu-ji (Matsumoto-shi, Nagano-ken)

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